Funchal, Coimbra, Figueira da Foz e São Jorge

Wednesday, September 13, 2006

Arame Farpado

Arame farpado

Nem silencio
Nem palavras
Nem gritos
Transmitem o dever
De construir
E de criticar

Quem foi
Quem é
Quem será
Falar , escrever para ti
Há coisas que é melhor guardarmos para nós próprios.

Influencia pediatra
Destruir sem fazer
Fazer destruindo
Não fazer
Castrar

Construtivo
Sem preconceitos e ressentimentos
Recalcar pavimentos
Jardins de sementes
Folhagem de arame
Em redor da floresta
Sem espinhos morangueiros
Deserto de panascas
Desconhecidos do progresso
Que o umbigo não tocam

Podridão reverente
Mais que a salsa servida
Vinagre, azeite misturado
O camaleão grita
Absurdo descomposto
Nu

Servidão madrasta
Do pensamento único e prepotente
Caminhos que traças
Sem futuros compostos
Egoísta
Comunista morto
Das trevas o sorriso
Do Deus justo
Que a sorte herdou
De um berço finito

Língua gasta
Das botas castigadas
Antigas tradições
Do povo merecedor
À criança ignorada

Futuro acerto
Pelas magoas incertas
O descanso merecido
Da língua curtada..


zj

Monday, September 11, 2006

É verdade

É verdade…

Os intervenientes deste espaço reflexivo, reflectido e reflector, não se limitam a um regionalismo, mas sim dispersam-se por todo o território português.
É verdade… Não se limitam, pelo menos, com as fronteiras físicas impostas pelo mar.
Mas para estes intervenientes não se limitarem fisicamente por aquele largo e vetusto oceano, precisam de se deslocar por mar ou ar.
E já que a presente data (11 de Setembro) impõe inúmeras reflexões sobre inúmeros assuntos, um que não pode ser contornado é o transporte aéreo e seus, ou suas, protagonistas.
Muito se fala dos heróis e mártires que se encontravam em terra e por ela se prostraram no evento que hoje se celebra.
Sem querer deslegitimar aqueles Heróis, por vezes ficam esquecidas as Heroínas que no ar, nas primeiras horas de crise, tentaram resistir e impedir todo o desmoronamento que se verificou.
Sim… Essas heroínas são as assistentes de bordo.
Ao falar delas, em primeiro lugar, toda a gente se lembra “quão boas elas são”, sem reparar “quão boas são a desempenhar o seu trabalho” apesar de todas as dificuldades que enfrentam.
Por isto e por tudo o resto, injusto será não reconhecer o especifico heroísmo Alado destas heróicas mulheres.
Quanto ao resto, depois vê-se.

J.A.J.